Com informações publicadas pelo jornalista Rafael Balago, da Revista Exame;  Um investimento de 2 bilhões de euros (cerca de R$ 12 bilhões) em um projeto de hidrogênio verde em Areia Branca

O projeto, chamado de Morro Pintado, é feito em parceria entre várias empresas do Brasil e da Alemanha, com apoio do governo alemão. Ele prevê a instalação de um complexo integrado de geração de energia.

Entre os participantes, estão a Brazil Green Energy (BGE) e Green Investors (GI), além de parceiros como Thyssenkrupp Uhde, Siemens e Andritz. O negócio foi anunciado pela ApexBrasil durante a feira Hannover Messe, o maior encontro industrial do mundo.

Com capacidade estimada de 1.400 MW em energia eólica e solar, a planta deverá produzir cerca de 80 mil toneladas anuais de hidrogênio de baixo carbono, chamado de hidrogênio verde. O complexo terá, ainda, um terminal portuário para a exportação do produto.

"Vamos usar a energia limpa que tem no Nordeste e está sobrando, e vamos transformar em hidrogênio e amônia, para exportar e consumir internamente", disse Laudemir Muller, presidente da ApexBrasil.

A partir do hidrogênio, estão previstas a produção de amônia verde, e metanol e, em uma segunda fase, ureia verde  totalizando 438 mil toneladas anuais de derivados. A amônia também é usada como fertilizante na agricultura.

PRESIDENTE LULA PARTICIPOU DO EVENTO ASSINANDO A PARCERIA COM A ALEMANHA

Com informações da Agência Brasil; Lula disse que o Brasil pode ajudar a União Europeia a diminuir custos de energia e a descarbonizar a indústria. “Para isso, é essencial que as regras do bloco levem em conta a matriz energética limpa utilizada em nossos processos produtivos”, disse Lula, na Hannover Messe.

No discurso, acompanhado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, por representantes dos governos e empresários dos dois países, Lula argumentou que é preciso combater “narrativas falsas” a respeito da sustentabilidade da agricultura brasileira. Ele foi aplaudido pelos presentes em diferentes momentos do discurso.

“Criar barreiras adicionais ao acesso de biocombustíveis é contraproducente, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista energético”. 

O presidente argumentou que, em 2026, o Brasil coloca em marcha um “robusto programa” que prioriza a economia verde e a indústria 4.0. Por outro lado, ele aproveitou para contextualizar que se trata de um momento crítico na geopolítica global, marcado por paradoxos.

Foto: Ricardo Stuckert