O mais recente boletim de balneabilidade das praias do Rio Grande do Norte traz um alerta para frequentadores da Praia de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. Segundo o relatório divulgado na última sexta-feira (19), áreas alagadas na faixa de engorda da praia apresentaram elevadas concentrações de coliformes termotolerantes, indicando contaminação e risco à saúde da população.

De acordo com o Boletim nº 25/2026, amostras extras coletadas em áreas alagadas localizadas em frente aos pontos de monitoramento do Morro do Careca, do Acesso Principal e da Escadaria registraram níveis de contaminação da ordem de 100.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros de água.

O estudo do monitoramento da balneabilidade das praias segue os critérios da Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e avalia a qualidade da água com base nas quantidades de coliformes termotolerantes encontradas nas amostras coletadas ao longo de cinco semanas consecutivas.

“A norma também classifica como imprópria qualquer amostra cuja concentração de coliformes termotolerantes seja superior a 2.500 por 100 mililitros de água, independentemente dos valores de concentrações porventura encontrados em semanas anteriores”, explica Sérgio Macêdo, supervisor do Núcleo de Monitoramento Ambiental do Idema.

Diante dos resultados encontrados nas três amostras extras coletadas nas áreas alagadas, os pesquisadores orientam que banhistas e demais usuários evitem qualquer contato direto com essas águas, consideradas impróprias para banho e capazes de transmitir doenças de veiculação hídrica.

O alerta acompanha a classificação de quatro pontos de Ponta Negra como impróprios para banho nesta semana: Morro do Careca, Acesso Principal, Rua Coronel Inácio Galvão Teixeira (Escadaria) e Rua Manoel Soares de Medeiros.

Além dos trechos de Ponta Negra, outros nove pontos do litoral da Grande Natal também foram classificados como impróprios para banho. O monitoramento apontou problemas em trechos de Nísia Floresta, Parnamirim, Natal e Extremoz.

O estudo é uma parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern), e faz parte do Programa Água Azul.

Fonte: IDEMA